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Estudantes são usados irregularmente como mão de obra barata por empresas, prejudicando o mercado de trabalho.
A Regional de Santos, Baixada Santista e Vale do Ribeira do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo se reúne na próxima quarta-feira (1), às 15h30, no Ministério do Trabalho de Santos (MTS), com representantes do jornal A Tribuna. Motivo: uso de estagiários como mão de obra barata por parte da empresa.
A situação foi denunciada recentemente. A Regional também manteve contato com as universidades da região e expôs a situação irregular a qual os estágiários estão passando, muitos sendo usados para serviços fora da redação.
Na mesa redonda, o MTS irá colocar em discussão o uso de estagiários em funções de repórteres e editores; trabalhando aos domingos - quando a lei prevê que o estágio tem que acontecer no período de funcionamento da faculdade e escrevendo no Portal de A Tribuna, tirando vagas de profissionais.
Também será averiguado o descumprindo a lei de estágio, que prevê férias de 15 dias para os contratos a partir de seis meses, principalmente para os estagiários que estão cursando o quarto ano, para desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Contranotificação
A Regional do Sindicato contranotificou o Jornal A Tribuna pela tentativa de intimidar a diretoria da entidade. No documento, a Diretoria do Sindicato afirma que em nenhum momento agiu com leviandade ou fazendo acusações inverossímeis acerca de práticas trabalhistas adotadas pela empresa, com relação aos estagiários.
Ao contrário, todas as vezes em que se defrontou com situações que prejudicavam os jornalistas, procurou pela empresa, que na maioria das vezes emite respostas evasivas e despreocupadas a respeito dos assuntos.
No Amazonas, o problema também existe. O Sindicato reforça a posição de que o estágio existe, contudo deve ser supervisionado pelo tripé Instituição de Ensino Superior, Superintendência Regional do Trabalho e Sindicato de Classe. Fora dessa situação, o estágio favorece a precarização do trabalho profissional nas redações e a desorganização do mercado local e no país.
A posição do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas é também a posição dos outros sindicatos no Brasil, sendo reafirmada nas discussões das teses durante o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado na semana passada em Porto Alegre.
Do SJSP com informações da Redação dos Jornalistas AM
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