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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
 
 
Jornalistas lusófonos e latinos discutem ações de intercâmbio | Imprimir |  E-mail
Sáb, 21 de Agosto de 2010 16:01

Jornalitas africanos de língua portuguesa relataram as dificuldades da profissão e de organizar a categoria.


Representantes de entidades dos jornalistas de países que falam a língua portuguesa e de países da América Latina realizaram encontro de intercâmbio de experiências e de organização nesta sexta-feira (20/08) em Porto Alegre. A atividade, que integrou a programação do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, contou também com a participação de representantes da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC).

O Encontro contou com a participação de jornalistas de Macau, Portugal, Guiné Bissau, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Marrocos, Brasil, Argentina e Colômbia. Os países africanos que falam a língua portuguesa relataram as dificuldades do exercício da profissão e de organização da categoria. No caso angolano destacou-se a denúncia de intensa censura prévia. Em geral todos solicitaram apoios no sentido da capacitação e qualificação do exercício da profissão.

Vice-presidente Sênior da FIJ, o marroquino Younouss Mjahed comprometeu-se a colocar na pauta de uma das próximas reuniões da nova direção da FIJ a discussão e desenvolvimento de programas de apoio aos países africanos lusófonos. O argentino Gustavo Granero, Vice-presidente da FIJ para a América Latina, também reafirmou tal compromisso, destacando que após o Congresso da FIJ realizado recentemente em Cádiz, na Espanha, a entidade assumiu um perfil mais sindical de defesa dos jornalistas e solidariedade internacional. Segundo ele, o foco da atuação da FIJ, antes mais concentrado em trabalhos junto aos jornalistas europeus, vai se ampliar junto a países onde o jornalismo é menos desenvolvido.

Representaram a FENAJ no evento os diretores Beth Costa, Ayoub Hanna Ayoub, Alcimir do Carmo e Celso Schröder, que também é presidente da FEPALC. Beth Costa, que também é diretora da FIJ, defendeu a necessidade de fortalecer o jornalismo a serviço do interesse público e não como objeto de propriedade privada. Ela relatou algumas experiências da FENAJ em programas de capacitação e qualificação profissional que serão disponibilizadas aos países africanos lusófonos. E também destacou as iniciativas da FIJ como o Programa de Capacitação para debates abordando questões de gênero e raça no Jornalismo.

Envolvido no trabalho de construção da Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa, entidade de caráter supra sindical, Alcimir do Carmo relatou iniciativas que estão sendo desenvolvidas, como a criação de uma rede para apoiar o fortalecimento do jornalismo africano, bem como projetos para ampliar o intercâmbio e solidariedade com jornalistas africanos e latino-americanos.

Da Fenaj

 

 

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