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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
 
 
Defesa do jornalismo e da profissão marca início do 34º Congresso | Imprimir |  E-mail
Qui, 19 de Agosto de 2010 16:03

Evento acontece, de 18 a 22 deste mês, em Porto Alegre, com o tema “O jornalismo a serviço da sociedade".

Presidente da Fenaj, Sérgio Murillo, discursa na abertura do CongressoO 34° Congresso Nacional dos Jornalistas, que acontece em Porto Alegre (RS), de 18 22 deste mês, começou, nesta quarta-feira (18), com a crítica do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, aos donos dos meios de comunicação do País.

“Hoje o jornalismo está diluído entre o entretenimento, a publicidade e assuntos sem interesse. Não vejo mais jornalismo”, afirmou Murillo, referindo-se à situação que hoje se encontra a profissão. Ele culpou os donos dos meios de comunicação pelo momento difícil que passa a categoria com a desregulamentação da profissão a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na metade de 2009, que pôs fim à obrigatoriedade do diploma superior para o exercício da profissão.

Mesa de abertura do Congresso Nacional dos JornalistasDiante de uma platéia formada por representantes dos Sindicatos de Jornalistas de todo o País, da América Latina e Macau, Murillo analisou a conjuntura política brasileira, destacando o processo democrático que, para ele, se consolida no Brasil, principalmente com a realização de eleições diretas.

Mas o tom principal dos discursos durante a abertura do Congresso, que ocorreu na noite de quarta-feira no teatro Dantas Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, concentrou-se na defesa da exigência do diploma superior para a prática do jornalismo e no fortalecimento da profissão como princípio primordial para a liberdade de expressão e a democratização dos meios de comunicação.

Para o presidente em exercício do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJPAM), Wilson Reis, os jornalistas devem fazer chamado especial para sociedade ‘a luta que está sendo travada pela categoria no país.

“A luta institucional pela exigëncia do diploma está sendo encaminhada nas duas câmaras do Congresso Nacional. É preciso envolver outros setores da classe trabalhadora e a população para o êxito dessa grande luta”, disse.

O Amazonas está sendo representado neste Congresso pelos jornalistas e diretores do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas Wilson Reis (vice-presidente), Célio Oliveira (secretário-executivo) e Hudson Fonseca (tesoureiro), e pelas jornalistas Marlúcia Seixas e Beth Menezes, sendo que os quatro primeiros foram eleitos delegados em assembléia geral e a última participa como observadora.

Nesta quinta-feira (19), o Congresso começou para valer com os temas “O jornalismo como necessidade social e a Conjuntura Nacional” e “A política e os conflitos sociais na América Latina”. À tarde, deu-se início à votação e aprovação das propostas.

O evento prossegue nesta sexta-feira (20) com o painel “O Judiciário na contramão dos avanços democráticos – A desregulamentação das profissões no Brasil” e ainda “A regulamentação – Uma luta de 40 anos”.

Célio Oliveira, de Porto Alegre

 

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