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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
 
 
História de Paulo Francis é mostrada em documentário | Imprimir |  E-mail
Sex, 08 de Janeiro de 2010 12:07

Diretor de 'Caro Francis', Nelson Hoineff, diz que documentário não é uma biografia do jornalista.

 

O diretor Nelson Hoineff, do filme "Alô, Alô, Terezinha", estreia nesta sexta-feira (08/01) “Caro Francis”, que narra a trajetória do amigo e um dos jornalistas mais importantes do Brasil, Paulo Francis. A ideia do documentário é mostrar um lado que as pessoas não conheciam do profissional, por meio de depoimentos de seus colegas de profissão.

“O documentário não é uma biografia do Paulo Francis. Ele foi um grande amigo meu por mais de 20 anos. O que tento fazer no filme é revelar um jornalista que muitas pessoas não conheciam, com relatos das pessoas que eram seus amigos”, afirma o diretor.

O jornalista ficou conhecido por suas opiniões polêmicas e irreverentes, influenciando diretamente toda uma geração. “Não é um filme nostálgico. Francis foi um dos jornalistas brasileiros mais influentes da segunda metade do século XX. Uma pessoa permanentemente transgressora, corajosa e que fazia a cabeça de várias pessoas”.

No filme, a esposa de Francis por mais de 20 anos, Sonia Nolasco, revela a paixão do marido por ópera, a decisão de não terem filhos, a dor e o sofrimento dele pouco antes de morrer de ataque cardíaco. Além dela, o diretor relata o que mais admirava no amigo e jornalista homenageado no documentário.

“Disparado a generosidade do Francis. Nunca conheci em minha vida uma pessoa tão generosa. Claro que era fascinado pela inteligência, cultura e coragem dele de fazer um jornalismo de opinião e muito desafiador. Colocando o que ele pensava e remando contra a maré. Com o tempo fui descobrindo outras facetas, entre elas a generosidade dele que era uma coisa que me fascinava muito”, relembra Hoineff.

Além de jornalista, Francis foi um crítico de teatro, ator amador e pós-graduado em literatura em Nova York. Assumiu sua primeira coluna política em 1963, quando apoiava a esquerda brasileira. Por problemas com a ditadura, mudou-se para Nova York em 1971, onde foi correspondente e passou a defender a direita.

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