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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
 
 
Jornalistas da AL alertam para riscos de controle da mídia | Imprimir |  E-mail
Seg, 01 de Março de 2010 15:34

Jornalistas da AL em palestra na capital paulista afirmam que o Brasil não deve aceitar controle da mídia.

As restrições à liberdade de imprensa na América Latina foram debatidas por três jornalistas, opositores dos governos de seus países, nesta segunda-feira (01/03), no Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, que acontece em São Paulo. Segundo os palestrantes, o Brasil deve rechaçar qualquer projeto de lei que proponha o controle social da mídia.

“Caso contrário, todo o continente sul-americano estará perdido”, afirmou o argentino Adrián Ventura, do jornal La Nación. De acordo com o jornalista, a relação entre a imprensa e o casal Kirchner se deteriorou a partir de 2007. “Em crise, o governo passou a não aceitar críticas e elegeu a mídia como inimiga. E começaram os ataques ao grupo El Clarín. Quando o jornal homônimo publicou denúncias de corrupção envolvendo o governo, sua redação foi invadida no dia seguinte por 200 inspetores”, disse.

O equatoriano Carlos Vera, autor do livro Nunca Mordaza!, admite que apoiou a candidatura do presidente do seu país, Rafael Correa, mas se arrependeu.

“Admito que fiz isso, mas principalmente para fazer oposição a Álvaro Noboa. Correa personificava a mudança que todos queriam. Quando ele dissolveu o Congresso, porém, não tinha mais como olhar na cara de meu patrão”, contou.

Vera explicou que Correa superou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao entrar em cadeia nacional 289 vezes em 2009.

Para encerrar o debate, o venezuelano Marcel Granier, presidente da RCTV Internacional, afirmou que a situação em seu país é consequência de uma deterioração política, econômica e empresarial. “Cresceu a semente da ideia de que o Estado deveria resolver os problemas da humanidade, e controlar o poder político e econômico. Chávez apenas levou ao extremo essa tendência. Seus antecessores já haviam feito o mesmo”, disse, lembrando que o recordista em horas por ano em cadeia nacional continua sendo o presidente venezuelano.

“Ao todo fez mais de 2 mil intervenções em cadeia nacional em seu mandato, com média de quatro vezes por semana, três horas por dia. Em uma única vez, foram 7h48 ininterruptas”, disse.

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