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Diretor do Dart Center For Journalism and Trauma fala sobre como lidar com coberturas de tragédias.
Em artigo publicado no site do Dart Center For Journalism and Trauma, Bruce Shapiro, diretor-executivo da entidade, fala sobre os cuidados que jornalistas devem ter em lidar com o estresse causado não só pelas dificuldades da cobertura do terremoto no Haiti em si, mas também pelo tipo de informação com a qual lidam. O Dart Center tem como objetivo auxiliar jornalistas na cobertura de assuntos que envolvam violência, conflitos e tragédias.
Shapiro, que também é jornalista, ressalta que se deve prestar atenção também aos profissionais responsáveis por editar o material de vídeo, áudio ou foto, que chega nas redações. “Uma dieta constante de áudio ou imagens horríveis pode sobrecarregar um indivíduo”, diz. Segundo o diretor do Dart Center, psicólogos já detectaram sinais de trauma em profissionais como psico-terapeutas, jornalistas e investigadores de direitos humanos que, embora lidem com problemas em segunda mão, podem ser impactados de forma duradoura. Em uma cobertura de desastres, 24 horas por dia, Shapiro recomenda que as pessoas que trabalham dentro do estúdio façam intervalos freqüentes e mantenham-se atentos aos colegas que podem estar perturbados pelo conteúdo editado. Uma outra questão que ressalta é a forma como editores devem lidar com os repórteres que voltam do Haiti. “Não suponha que todo mundo de sua equipe do Haiti imediatamente precisa ver um profissional de saúde mental”, diz. Ao invés disso, é importante que os superiores criem um ambiente de trabalho agradável, travem contato pessoal com os jornalistas e deixem claro para suas equipes que reações emotivas a coberturas como a do Haiti são normais, e não um sinal de fraqueza. Se os jornalistas apresentarem sinais de perturbação prolongados, como falta de sono, pensamentos intrusivos sobre os eventos reportados e dificuldade de concentração, no entanto, é uma boa idéia procurar um especialista em traumas.
Do site da Abraji |